Na sétima série me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse. Naquela época eu não sabia bem. Sabia que gostava muito de ler e escrever, e sabia que gostava muito daquele pessoal que aparecia na TV e falava no rádio o que acontecia no mundo. Juntei A+B e respondi “Jornalista!”
Engraçado como as coisas acontecem. Depois eu meio que desisti da ideia. Sem muito apoio de pais e professores e com toda a pressão dos vestibulares deixei o pensamento de lado e comecei a tentar outras possibilidades. Pensei em tudo, de Letras a Engenharia Química, mas nada funcionava o suficiente. Nenhuma carreira me dava aquele friozinho na barriga, aquela coisa do tipo “nossa, é isso que eu quero fazer da vida”.
Tudo me levava de volta àquele sonho de escrever uma notícia que todo mundo vai ler, e por minha causa vão saber o que está acontecendo. E aí, no terceiro ano eu liguei o “foda-se” pra quem fosse contra e decidi: Vou fazer jornalismo. E na sequência uma bomba. Jornalista não precisa mais de diploma. Mais zoação por parte dos primos e de quem quer que fosse. Mas o meu “foda-se” já estava ligado. Era isso que eu queria e acabou.
Tudo azul, eu ainda estava com um pouco de medo de ter escolhido errado, mas no fundo eu sabia que era a escolha certa. E então, mais um balde de água fria. Que faculdade fazer? USP? Não passei. Casper? A aparelhagem da faculdade é sucateada da Gazeta. Mackenzie? Longe pra burro! Metodista? Metodista! Não é longe de casa, é uma ótima faculdade de comunicação e eu já tinha carona garantida no primeiro ano. Problema resolvido, matrícula feita e de repente já era fevereiro e eu já tinha que ir pra faculdade.
Não sabia o que esperar, estava com medo de ter escolhido o curso errado e só conhecia meu namorado. Mas tudo deu certo. Muito mais certo do que eu imaginava. Fiz grandes amigos, um ótimo grupo e me apaixonei pelo jornalismo. Se eu tinha alguma dúvida de que era isso que eu queria fazer, hoje não tenho mais. Eu gosto disso. Gosto de conhecer as pessoas, ouvir suas histórias, gosto de escrever sobre essas histórias e de fazer o mundo conhecê-las também. Gosto de fotografia, de vídeo, de áudio, de impresso e de online. Gosto até de assessoria de imprensa.
Quer coisa melhor do que fazer o que você nasceu pra fazer? Eu me sinto assim! Isso não significa que eu não me encha da faculdade, queira jogar tudo pro alto e virar hippie… mas isso acontece com todo mundo. A vida de vez em quando cansa. E quando cansa, a gente tira férias, faz um yoga, respira fundo, confia em Deus e segue.
Não sou diferente de ninguém. Não sou melhor nem pior. Sou só uma pessoa normal que descobriu sua vocação! Acho que todos têm esse direito! Você já descobriu a sua? Se sim, me conta que eu faço um post aqui no blog!
Beijos a todos.
Bárbara Trevisan
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